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13 de out. de 2016

Vamos falar sobre Música....




Legal, observo, só observo, mas, de vez em quando opino...

Todos sabemos que devemos tratar as pessoas e seus gostos com o devido respeito, independentemente de sua classe social, nível intelectual etc.

Porém, ultimamente tenho me sentido desgostoso com os gêneros musicais da moda. Eu sou um músico, não só toco um instrumento como também isso faz parte da minha vida, e cada nota, as progressões, convenções e harmonia que traduzem o sentimento de uma pessoa e também nos dá vazão a vários sentimentos e em muitos momentos extravasá-los. 
   
Simplesmente me nego a ver algo que deveria ser uma mistura de cores, sentimentos, acordes e enfim, poesia virar algo que não tem sentido. Me nego a aceitar e ver o povo simplesmente deglutir algo que hoje em dia não passa de uma mistura de notas, batidas e refrões chiclete que se repetem em cima de letras pobres, repetidas e repetitivas sem sentido. Sinto como se a música e musicalidade do brasileiro foi toda jogada no lixo e isso é doloroso. Já parou para pensar que a mais ou menos 20 anos atrás na Jovem Pan, tocava uma gama de DJ’s e bandas bem diferentes? Era comercial, mas tinha variedade, não só um monte de popstars “bonitinhas” lançadas na mídia pra vender disco(o que era igual antes) o que tinha também mas tinha opção além disso.

Não gosto de sertanejo universitário, tampouco de funk carioca, primeiro pela sonoridade, segundo pela letra, terceiro pela arte no sentido de criatividade mesmo, salvo alguns cantores que até aprecio como Vitor & Léo, Daniel entre outros que não cabem aqui. O sertanejo universitário é uma música de recreação, e a parte que eu acho legal é a dança e só. Mas sou músico e não tem como passar batido no que eu ouço.
   
Música é arte. Eu cresci vendo o “ser” músico como um alguém pensante, aquele que usa a música como instrumento de denúncia, protesto, falando do amor em forma de poesia e melodia, todo o tema tem uma história, e me incomodo a partir do ponto em que eu vejo uma letra que é escrita pura e simplesmente, para vender na forma de uma canção chiclete, e na sonoridade que entra dentro de um rótulo para ganhar audiência em detrimento da criatividade e da arte.

As pessoas podem gostar do que elas quiserem, mas qual é o trabalho para analisar a letra como se analisa um texto, e tentar entender o que quer dizer, o que é ali cantado, e ter uma crítica a respeito do assunto, encontrar em que contexto se dá tal música?


Se você for ver algumas músicas do início do rock as letras falam coisas que tinham a ver com o contexto da época, se você observar a música tutti-fruti do Little Richard e entender o contexto da época vai entender que ele falava de sexo e sexo inter-racial que era muito reprimido no CONTEXTO que era vivido em sua época. E tem um camarada por aí dizendo aos quatro ventos que a pessoa que ouve rock’n roll/Funk, de Chuck Berry, Elvis Presley ou James Brown (e a música sex machine) que tais artistas, faziam músicas com conteúdo sexual da mesma forma que funk carioca e o sertanejo. 

Faltou esse analfabeto musical falar da parte em que eles tinham letras românticas também. Agora, aonde entram o Funk carioca e o Sertanejo nessa história? (Tá ok, sertanejo tem algumas letras boas sim, mas não é dessa parte que eu estou falando) Pense, que tipo de pessoa faz esse tipo de música? Qual a motivação? É social? Pois em algumas letras nem socialmente se bebe. Ok, sem rótulos, tenho amigos muito inteligentes que ouvem. No entanto, qual a régua que esse cidadão colunista usa para comparar algo histórico, com algo que aqui não deixa de ser histórico, mas promove de forma geral algo que em nada inspira o melhor do ser humano, muito pelo contrário, além do ritmo ser pobre...

Vejo que o mundo está carente de pessoas que ousem sair do óbvio, a música em todos os estilos caiu em uma mesmice, ficando relegada a cópias que se baseiam em um determinado nicho e estão engessadas como se fosse proibido fugir para a criatividade em nome de um rótulo, ou estilo em comum todos buscam a fama copiando o que outros fizeram para chegar lá, inclusive a sonoridade.

Sou músico e me inspiro em outros músicos, mas isso não quer dizer que eu deva copiar algum artista ou gênero. Naturalmente carregaremos traços de quem nos inspirou. Não posso simplesmente dizer que as pessoas que gostam de sertanejo ou funk carioca são menos longe de mim dizer tal coisa, tenho as mesmas em meu círculo de convivência, boas pessoas, boas mesmo, inteligentes a tal ponto que não posso dizer neste texto que são “burros” não é este o ponto, mesmo do porque alguns estão na faculdade e tiram notas melhores que as minhas, interpretam as coisas de melhor forma em variadas situações. Porém, vejo que nesta área da cultural lhes falta a percepção do papel que tem a música, da sua influência na sociedade. A música sempre transcendeu a arte influenciando as sociedades, porém, qual a influência da música na sociedade atual?

P.S.

Faltam aqui exemplos brasileiros de comparação não coloquei...foda se.

Bônus: o link que segue abaixo, é de uma música de um gringo (EUA) que conheci através de um amigo em comum, ensaiamos algumas vezes, porém ele foi embora sem termos tempo de tocarmos em algum lugar...  O nome da música é Lately, e eu não recordo e não achei o nome do álbum.



https://www.youtube.com/watch?v=9olaS1JGIrs


Texto por André Luiz Coutinho



30 de mar. de 2016

POLARIZAÇÃO POLÍTICA


Não há como escrever sobre outro assunto que não seja ligado a política diante dos acontecimentos dos últimos meses no cenário nacional. Independentemente de bandeira ou posicionamento político sempre critiquei o posicionamento radical por parte das pessoas em QUALQUER assunto.


Após os acontecimentos que permearam o sistema político nacional, uma polarização ideológica está se tornando inevitável, em outras palavras o Brasil está perdendo o “cinza”, afinal ou você é “preto” ou você é “branco”.

O apego ao ponto de vista particular sustenta a realidade individual das pessoas, que ao ser colocado em “xeque” quando confrontado por alguém de visão contrária, causa uma comoção exacerbada. Partidos políticos estão virando times de futebol, e com a mesma paixão burra do corno manso que fecha os olhos para a traição, as pessoas estão deixando de lado os defeitos das bandeiras que defendem e atacar com unhas e dentes as bandeiras contrárias.

A dificuldade de lidar com a ambiguidade e as dúvidas inerentes ao seu posicionamento, os indivíduos estão segundo rumo aos extremos dentro do posicionamento político nacional enquanto o convívio social está sofrendo com a intolerância, hostilidade e violência que existe dentro de cada ser humano.

Quanto tempo nós temos até que as defensoras das bandeiras partidárias tomem as “vias de fato” e as agressões físicas comecem? Será que os brasileiros esqueceram todos os outros problemas sociais que vivemos diariamente? É triste saber que a liberdade de escolha individual esteja sofrendo por conta das atitudes políticas de administradores medíocres que deixaram o país na situação que está.

Independente do resultado de um possível impeachment, de uma troca de poderes, de uma alteração no modelo político atual, TODOS estamos condicionados e seremos afetados diretamente por qualquer decisão que seja tomada.

Não sei até que ponto a polarização pode ser benéfica ou maléfica, mas a curto prazo podemos ver os problemas que ela está causando, e fica a pergunta: Por que criar mais problemas diante de um país com tantos a serem resolvidos?

Texto por Derek Muggiati
 

16 de ago. de 2015

Por que cansei de escrever sobre política?



Ao longo dos últimos dois anos tenho analisado de muitas formas os acontecimentos políticos a nível regional e nacional. Depois de muito pensar e refletir, cheguei a algumas conclusões no mínimo curiosas pelos fatos e perdi completamente a vontade que tinha em debater qualquer ideia de cunho politico/social seja com amigos, colegas ou desconhecidos.

Nossa sociedade como um todo está no começo de uma grande caminhada no que tange a maturidade politica, e somos, por falta de adjetivo melhor, “crianças” nesse desenvolvimento social. Aprendemos a muito custo a observar (mesmo que de longe) os aspectos econômicos que regem as vidas dos nossos eleitos, e apenas agora depois de QUARENTA presidentes eleitos desde a proclamação da república (e destes apenas SETE depois da ditadura se contarmos Tancredo Neves) é que estamos realmente entendendo que eles foram eleitos (independentemente das questões sociais que regeram períodos como a ditadura militar) por nós mesmos.

Infelizmente como “crianças” escolhemos o certo e o errado com base em escolhas filosóficas simples sem levarmos em consideração o aspecto "global" do problema, e no fim os questionamentos, mesmo que válidos, acabam em discussões ideológicas pro/contra partidos, quando deveríamos estar unidos em prol de uma única realidade: O PAÍS É NOSSO, E CABE A NÓS A RESPONSABILIDADE DE NOSSOS GOVERNANTES.

Não venha com discursos esquerdistas/direitistas me dizendo que escolheu ou não os políticos que nos governam, porque não é apenas ISSO que faz de você um verdadeiro cidadão. A responsabilidade maior (principalmente/mesmo quando não é eleito a figura de nossa escolha) é a de cobrança e acompanhamento integral. Os políticos são nossos funcionários, NÓS PAGAMOS e caro por um serviço que é prestado da maneira mais relapsa possível, e toda vez que temos a chance de mudar algo em nosso cenário social, preferimos culpar e dar nomes aos bois, elevando novas figuras com os mesmos vícios a cargos de poder, seja a nível nacional ou regional.

Não devemos esperar que o barco afunde para nos preocuparmos com a existência dos botes salva-vidas. Novamente não estou aqui discutindo ideologias, mas sim RESPONSABILIDADE POLÍTICA, e sinceramente ME ENOJA ver tanta “briga” ideológica nas redes sociais, trabalho, entre as rodas de amigos,etc. enquanto acompanho pessoas falando de política apenas por estarem passando por uma situação difícil. Pois a vocês, lembrem-se A SITUAÇÃO NUNCA FOI FÁCIL, e por que só agora quando a água bate em suas nobres nádegas é que a revolta de vocês começou a aflorar?

O nome disso é imaturidade e medo de aceitar que o país está mergulhado em uma onda de corrupção que começa dentro de nossas casas, quando optamos por não devolver o troco a mais, a piratear as obras alheias apenas por conforto e comodismo, quando não ensinamos os valores morais corretos aos nossos filhos, e a eles cabe o futuro do nosso país, assim como hoje nos cabe o legado das gerações anteriores que por desculpas morais fracas, esqueceram de ensinar um dos princípios mais básicos aos nossos governantes: Não Roubarás.


A cada palavra de ódio que vejo nas redes sociais, a cada absurdo ideológico e fundamentalista que cerca o meu campo de visão fico cada vez mais desmotivado em discutir o assunto com qualquer um pois com “criança” não se discute, se ensina com exemplo. É mudando os atos que regem meu dia a dia (mesmo que aos poucos e com passos curtos) é que posso ensinar algo aos MEUS descendentes, e quem sabe assim, com muita fé esperar que a geração dele não pague pelos relapsos da minha geração.

Texto Por Derek Muggiati

27 de jun. de 2015

A "Ignorância" não é preconceituosa...



A sociedade rotula e isto é um fato. Ou você é a favor de algum movimento ou automaticamente você é contra. Hoje existem Gordos, NERDS, Funkeiros, Lésbicas, Simpatizantes, Gays, Negros, Estrangeiros, Mulheres, Evangélicos, Ateus, Militantes Políticos, Babacas, etc.

O que todos estes e vários outros nichos tem em comum? A ignorância! Ela está presente em todo lugar, a todo momento e de todas as formas possíveis. O que eu "digo'' é por convivência e não por sapiência, existe preconceito INCLUSIVE dentro dos nichos mais discriminados, então eu pergunto, já que são todos parecidos até neste âmbito, por que rotular?

Simples, a resposta é o pai da ignorância: Medo. O receio de ser "enquadrado" como algo que você não é te instrui a buscar o consenso popular preferindo se rotular a deixar que outros o façam de maneira que exponha seus preceitos ou sua vida particular, logo você hasteia uma bandeira e entra para mais um "exercito" de pessoas que batem de frente contra um conceito contrário em batalhas midiáticas éticas e demonstração desnecessária de violência (que existe sim, mas não vou comentar ela neste texto) nas ruas. Pronto, o palco para a ignorância está montado montado e você está sentado na primeira fila mesmo dizendo que não é assim. Enquanto isso a mídia continua polarizando as massas e criando conflitos desnecessários em um planeta onde todos os seres humanos são, veja só, SERES HUMANOS.

Entenda que para apoiar as minorias você não precisa se unir a elas, mas sim respeitar. Não preciso ser ou concordar com uma ideologia, gênero, religião, partido para respeitá-los, preciso apenas entender e respeitar que, como indivíduos únicos, cada um tem uma forma de pensamento e expressão diferenciada que as vezes pode ser parecida com a de outras pessoas e outras vezes não. O pensamento contrário pode até ser idiota contrário aos meus preceitos, mas e daí? O fato de outra pessoa pensar e agir diferente do que eu (dentro de um bom senso) vai me fazer ser menos ser humano?

Se você quer realmente apoiar algo ou alguém, comece pelas atitudes do seu dia a dia e respeite o próximo, seja com um bom dia cordial a um colega de trabalho ou esperando o pedestre atravessar a rua para andar com seu carro. Não adianta mudar a foto do Facebook para uma bandeira colorida se você continua criticando as outras ideologias (mesmo elas estando erradas ou apenas não compartilhando da sua visão). Toda vez que você bate de frente com pessoas ignorantes você está fomentando toda a polarização que existe. Não rotule, apenas SEJA quem você é sem impor sua ideologia e respeitando de maneira sadia as diferentes pessoas que existem no mundo.

Texto Por Derek Muggiati


26 de fev. de 2015

O Brasileiro se adapta...



A palavra que melhor define o Brasil no momento é “CRISE”. Crise hídrica, financeira, estrutural, médica, de segurança, alimentar, rodoviária, política, histórica, catastrófica...

Nos últimos anos o brasileiro aprendeu a não virar o rosto para a corrupção homérica que assola o nosso país, e o resultado disso está sendo a insatisfação em massa de todos os setores e uma revolta crescente e sem precedentes que vem crescendo com o intuito de mostrar aos nossos governantes porcos que o brasileiro está deixando de ser trouxa.

O Brasileiro se adaptou... aos preços altos, ao péssimo serviço prestado na saúde por falta de estrutura, à inflação que “não existe”, ao valor paupérrimo do salário mínimo, a falta de segurança, ao estado caótico em que nosso país se encontra...

Mas veja só, o brasileiro se adapta, e ele está se adaptando novamente... Está cobrando, está reclamando, está exigindo, está mostrando que está insatisfeito, seja com greve, seja com manifestações, seja pelo preço da passagem, seja pelo salário ignorante que nossos governantes recebem.

O brasileiro se adapta e esse é o lado bom, pois isso é rápido. Assim como aprendemos a ser “apáticos” a mudanças negativas, estamos nos adaptando a um novo cenário onde o poder público é maior que o governo. Está em nossas mãos cobrar e exigir o respeito que o brasileiro nunca teve.
Não se engane leitor, o problema brasileiro não é partidário, não é pessoal, é CULTURAL. Estamos acostumados a apertar o cinto, a mudar o orçamento, a trabalhar mais e reclamar menos, por isso eu digo MUDEM.


O brasileiro se adapta... e está na hora do Brasil se adaptar também.

Texto por Derek Muggiati

4 de dez. de 2014

Guarda Compartilhada



No dia 26 de Novembro de 2014 o plenário do Senado aprovou uma lei que garante a guarda compartilhada de filhos de pais divorciados mesmo que não haja acordo entre as partes em relação a tutela do menor.

Em suma o texto muda uma redação do Código Civil, que induzia juízes a decretarem a guarda compartilhada apenas em casos onde há boas relações entre os pais dos menores após o término da união.

A ideia é que a guarda compartilhada seja adotada como prioridade (e não como obrigatoriedade) no término das uniões estáveis e casamentos mesmo quando a relação entre ambos seja conflituosa (e justamente onde a guarda compartilhada se faz mais necessária).

Em meu entendimento leigo, o que devia ser é apreciado pela justiça é o bem estar do menor, levando em consideração questões afetivas, familiares, estruturais, etc. Pela lógica isso deveria ser feito em todos os casos, mas por conta de uma série de fatores como o excesso de processos ou a visão deturpada da sociedade em que a mulher sempre é a vítima, não há uma avaliação minuciosa dos casos antes de se tomar uma decisão unilateral. Infelizmente, devido a grande quantidade de divórcios nos últimos anos e o grande número de conflito entre ex-cônjuges, a figura do “filho” tornou-se uma moeda de trocas de vantagens entre quem possui a guarda no processo unilateral.

Antes de tudo gostaria de ressaltar que as exceções SEMPRE existem independentes do lado a ser analisado, porém tentarei ser o mais imparcial possível e mostrar o meu ponto de vista em relação a este projeto de lei.

Para entender o ponto de vista que defendo, é necessário entender um pouco sobre uma prática que vem crescendo entre as separações onde se adotam as guardas UNILATERAIS, a Alienação Parental.

Trata-se de uma síndrome onde a criança é induzida a um sentimento de repudia a um dos pais com base na doutrinação maliciosa do genitor que possui a guarda, causando um grande desgaste emocional para a criança e levando a penosas disputas judiciais onde, no final apenas o menor sai perdendo.

Além da alienação, a falta de convivência com um dos pais devido às falhas que ocorrem nas determinações das visitas cria um grande espaço entre a convivência afetiva da criança e do genitor. A falta dessa convivência nunca será reposta e os laços emocionais que não foram criados jamais existirão na relação entre pai/mãe com seus filhos.

Antes que se comentem as exceções, gostaria de deixar claro novamente que a guarda compartilhada será PRIORIZADA e não IMPOSTA. Em nenhum momento o pai ou a mãe será obrigado a ficar com a guarda da criança. O mesmo acontece quando um dos genitores possui um histórico de comportamentos onde o juiz entenda como nocivo para a criança, por isso justificativas como “meu filho será obrigado a conviver com o pai pedófilo” é improcedente e no mínimo caluniosa.

Além da convivência mais equilibrada entre os genitores a nova lei prevê um participação mais equalizada no que tange as obrigações de despesas do menor, que também deverá ser avaliada em juízo levando em consideração o poder aquisitivo de ambos os pais e a necessidade da criança.

Cuidado com o que está sendo divulgado em redes sociais e outras mídias de menor poder, onde muitas vezes é analisado apenas um caso especifico e cria-se uma comparação estapafúrdia dando a entender que a lei obrigará a convivência da criança com os genitores que não tem condições comportamentais ou vontade de conviver com o filho. O mesmo vale para os textos onde se prega o “fim da obrigação financeira” que o genitor que não possui a tutela tem. Isso não existe, AMBOS os pais sempre terão a responsabilidade de prover toda e qualquer despesa de maneira equilibrada e alinhada a sua condição financeira.

A lei está visando o menor, e não as disputas entre o antigo casal que mesmo a contra gosto terá de ter uma convivência respeitosa a fim de proporcionar uma criação saudável para seu filho.

Vale ressaltar também que a lei ainda depende do crivo presidencial para ser colocada em prática e que nenhuma guarda será alterada da noite para o dia com a aprovação da mesma. Em casos onde a guarda já está definida, caberá um novo recurso pela parte do genitor que possui a intenção de requerer a guarda compartilhada que será analisada novamente pelo juiz.


Por fim ressalto que a criança tem o DIREITO de conviver com ambos os pais principalmente quando ela mesma externa essa vontade. Independente dos conflitos existentes entre pais divorciados, o menor nunca deverá ser usado de maneira escusa e muito menos levado para o meio de conflitos referente ao relacionamento fracassado de ambos. "Pais" e "Mães" que praticam alienação parental são tão “doentes” quanto pedófilos e merecem o repúdio da nossa sociedade da mesma forma.

Texto por Derek Muggiati

5 de set. de 2014

Alienados, gente de cabeça fraca!



É incrível como em pleno século XXI encontramos tantas pessoas com acesso a informação, cultura e educação e ainda nos deparamos com a alienação obtusa das mesmas que por não pertencerem ao seu nicho social, seja este de cunho religioso, financeiro, político, etc. se colocam no direito de julgarem e se colocarem a cima das pessoas que se diferenciam delas.

A alienação é tão grande que é difícil separarmos a brincadeira de ofensa, e hoje todos se ofendem por qualquer coisa, basta que a sua opinião seja contrária. Pior ainda perceber que a maioria dos alienados fazem parte de uma grande massa perturbada que apesar de um discurso cheio de retórica e embasamento superficial não conseguem debater de forma saudável nenhum assunto apresentado, e quando colocados na parede preferem inferiorizar o próximo utilizando-se de seus preceitos e usando-os como verdade absoluta.

Não faço parte da religião “X”, “Y” ou “Z”, e nem por isso estou na porta de nenhum filho da puta cidadão impondo minhas crenças e dando com o dedo na cara dizendo o quão errados estão, mas ao contrário vejo essas mesmas pessoas fazendo isso e quando colocados em xeque sobre ajudar o próximo, esquecem que as pessoas que não compartilham suas crenças também estão próximas.

Não entro em discussões políticas pois a maioria dos militantes de merda que julgam o partido “A”, “B” ou “C” , de esquerda ou de direita, não tem conhecimento algum nem sobre os próprios conceitos que defendem. São os mesmos cretinos alienados que nas aulas de geografia da 8ª série, reclamavam quando o assunto era a política nacional.

Não sou errado por não fazer parte do seu nicho, muito menos por não gostar do barulho ridículo ritimado e com letra de baixo calão que você chama de música, mas não saio por ai com um piquete na frente de quem escuta isso.

Não concordo com 90% da programação da televisão aberta, e adivinhem só? EU NÃO ASSISTO. São sou obrigado a compartilhar de algo que eu não quero mas mesmo assim não entro na casa dos meus vizinhos marretando televisões simplesmente por não gostar ou não concordar com a visão de qualquer cidadão alienado.

Por isso preste atenção, se é que você, alienado, teve coragem de ler até aqui: O Mundo está errado em muita coisa, mas o mais errado é VOCÊ por contribuir por um ciclo de ignorância contra as coisas que batem de frente com os seus conceitos e filosofia de vida. O mundo é feito de pessoas, e pessoas SÃO DIFERENTES. Aprenda a conviver com isso, ou mude de planeta ;-)


Texto Por: Derek Muggiati

31 de ago. de 2014

Cala a Boca Brasil!



Antes de tudo vamos a alguns dados:

Hoje o Brasil tem aproximadamente 203 milhões de habitantes (de acordo com o site do IBGE). Outro dado, levando em conta que cada município tenha em média 30 vereadores (esse número varia de acordo com a população de cada cidade), o Brasil possui aproximadamente 230 mil cargos políticos, ou seja, o equivalente a 0,11% da população. Consideramos então, levando em conta que aproximadamente 20% da população seja de menores de idade e/ou pessoas maiores de 70 anos de idade cujo voto seja facultativo, e levando em conta a mesma média total de cargos políticos ainda temos 0,15% da população geral trabalhando no governo.
 
Menos de 1% da população brasileira tem algum cargo político, e mesmo assim escuto, leio e vejo inúmeras pessoas atribuindo o a culpa pela situação em que ela mesma e o país vive para meia dúzia de políticos e/ou partidos. Essas mesmas pessoas que culpam a Presidente Atual, o anterior, o anterior do anterior, o anterior do anterior do anterior, etc, ou o PT, PDT, PFL, PMDB, PV, PQP e todos os "P's" que existem, não tem a mínima ideia ou noção do que realmente é a política, de como ela funciona, quais sãos os cargos e o que eles representam, e por ai vai.

Mais uma vez eu digo, a culpa do país estar mergulhado no pesadelo político que assistimos diariamente é NOSSA. Vemos nosso dinheiro arrecadado a custa de pesados impostos sendo jogado no bolso desta parcela mínima de menos de 1% da população enquanto o trabalhador não ganha um décimo do que cada politico corrupto ganha e desvia.

Vocês (e eu me incluo nesse pacote), não se importam em procurar os meios de cobrar os políticos que elegeram, não se importam em fiscalizar o serviço daqueles que ganham um salário composto por uma parcela gorda do NOSSO soldo, e ainda por cima temos a CARA DE PAU de apontar uns contra os outros falando mal de partidos e pessoas especificas enquanto o maior problema é que estamos vivendo assim porque queremos.

Cada um que faz campanha pró ou contra algum partido ou candidato deveria se envergonhar e fazer um esforço para lembrar qual foi a ultima vez que acompanhou qualquer sessão na TV Senado, qual foi a última vez que ligou para os assessores dos vereadores da sua cidade cobrando as promessas feitas na ultima campanha.

Pior do que a CORJA que circula nas câmaras e prefeituras espalhadas nesse pais são vocês que não tem embasamento nenhum e buscam menos ainda fazendo sensacionalismo barato pró/contra candidatos que nunca viram, conversaram ou cobraram na vida. 

Me envergonha saber que essas mesmas pessoas são meus parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, desconhecidos da rua, etc. Me envergonha saber que o país é podre porque somos omissos com nossos compromissos e nossas responsabilidades sociais e culturais, gostamos de levar vantagem em cima dos menos favorecidos e não pensamos duas vezes em ganhar dinheiro as custas de pessoas que consideramos menos merecedoras do que nós. 

A todos nós eu digo, calemos a boca antes de apontar e nos preocupemos com nossas responsabilidades nas urnas e em como vamos cobrar os "escolhidos pela democracia" para resolver nossos problemas. Quando quiserem discutir política, primeiramente ESTUDEM, INFORMEM-SE, e acima de tudo FAÇAM POR MERECER sua liberdade de expressão.

Texto por Derek Muggiati

6 de jun. de 2014

A Copa Chegou e Você Não Pode Fazer Nada!!!


Até um tempo atrás havia prometido para minha própria pessoa que não iria escrever sobre a Copa do Mundo, porém de tanto ser estuprado saturado por tanta informação sobre um evento que particularmente eu não gosto, resolvi expor alguns pontos que considero interessantes.

Primeiramente escuto muitas pessoas batendo de frente com questões sobre onde o dinheiro da copa poderia estar sendo investido, citando as declarações infortunas de certos ícones do esporte, etc. O que me pergunto insistentemente é ONDE ESTÃO ESTAS PESSOAS na época de eleição, quando o dinheiro publico vai para as campanhas eleitorais ou nas obras de grande porte superfaturadas por políticos gananciosos. A falta de comprometimento dos políticos com o orçamento do Brasil vem desde a época do império, e nunca foi questionada tão veementemente quanto o fato do país não suportar um evento deste porte.

Outro ponto em que me questiono frequentemente, é que o brasileiro enraizou em sua cultura o fato de que AQUI é o país do futebol, porém me pergunto, O QUE É O PAIS DO FUTEBOL? O que ganhamos com isso? Qual a importância disso para a minha vida, para a vida do meu filho, ou do leitor que está ai do outro lado neste momento? Por uma série de questões pessoais, minha família nunca foi muito ligada a este esporte, e não vejo qual é o prejuízo que eu tive com isso. O que vejo são os benefícios por nunca ter presenciado a violência e selvageria das torcidas organizadas e nunca ter exposto meus entes queridos a este tipo de situação. Existem tantos outros esportes em que as seleções brasileiras são extremamente dedicadas e apresentam até mais resultados que o futebol, mas não merecem nenhum crédito. Vide o vôlei, as artes marciais, o atletismo, a ginástica olímpica, o tênis e por ai vai.

Por fim faço uma critica a maioria dos brasileiros que aprendeu a usar os meios de comunicação com alcance global para reclamarem de sua situação, mas não cobram de seus políticos e votam sem consciência em pessoas que continuam o ciclo de falcatruas intermináveis no cenário político brasileiro, onde nem troca de partido, nem troca de políticos fará a diferença.

O Brasil só irá mudar quando deixar de ser o País do Futebol, do Carnaval, da Falcatrua, dos políticos corruptos sem punição, e ser o País da Educação, da sustentabilidade, ser o País da Cultura, da Fauna, e ser um exemplo de seriedade para mundo.


A Copa está ai e você pode até ter reclamado, pode ser contra, pode não ter escolhido o Brasil para sedia-la, mas certamente também não fez nada para mudar essa situação. Quer saber o que fazer na próxima oportunidade? Em outubro faça diferente, faça CONSCIENTE e nos anos seguintes cobre das pessoas que você escolheu para enfiar a mão no seu bolso, algum trabalho que beneficie a sociedade. Não se engane meu amigo, a cada eleição, você só escolhe quem irá passar a mão na sua bunda te roubar.

Texto Por Derek Muggiati

28 de mai. de 2014

Pai e Filho



Não consigo entender como a visão da sociedade como um todo ainda possui uma linha de raciocínio tão retrógrada quanto aos direitos do homem em relação a seu filho.

Acompanho vários nichos onde a discriminação  é grande aos PAIS (HOMENS) propriamente ditos, que sempre são colocados e julgados como irresponsáveis, desamorosos e desapegados aos seus filhos. Em casos de separação, é via de regra que o filho fique sempre com a mãe, salvo algumas raras exceções onde fique demonstrado pela parte da mãe, descaradamente que não é de vontade dela, ter convivência com a criança.

Concordo sim que a Mãe tem um papel único na vida de um filho, assim como o filho tem para a mãe já que ambos partilharam o mesmo corpo, mas o que eu estou defendendo aqui é a igual importância da figura paterna na vida de uma criança. Assim como a sentimentos e momentos apenas compartilhados entre mãe e filho, o mesmo vale entre pai e filho.

Porque então a sociedade e a justiça favorecem tanto a mulher nesta questão, deixando totalmente obscura a importância da figura paterna na vida de uma criança? Me revolta o fato de que o homem tenha que provar a importância de seus atos, ele tenha que provar que tem condições psicológicas e financeiras de prover a criança em um caso de separação.
A fé publica depositada na figura materna gerou uma legião de mulheres em busca de uma vida fácil, sustentadas por pensões alimentícias enquanto a assistência para a criança é mínima ou praticamente NULA em alguns casos, e mesmo assim vários homens encontram inúmeras barreiras para fazer valer seu direito de visita e convívio.

Assim como existe muito homem que não assume os filhos HÁ SIM MUITAS MULHERES QUE NÃO ASSUMEM SEUS FILHOS. Dar a luz não significa ser mãe, isso vai muito além do fato de colocar uma criança no mundo e prover sua alimentação. O bem estar psicológico e afetivo da criança também deveria ser prioridade nesses casos, infelizmente até os profissionais que seriam os responsáveis por essas análises são completamente obtusos e tendenciosos.

Resultado: Inúmeros pais (assim como eu) que batalham uma vida inteira, enfrentam o descaso e a humilhação da justiça e precisam se resguardar de todas as formas possíveis no que tange ao relacionamento com seu filho, pois qualquer abraço ou gesto de carinho é interpretado erroneamente por inúmeras pessoas.

Acho RÍDICULO um pai não poder dar um beijo no rosto ou um abraço em seu filho em público que já é visto com outros olhos pelos espectadores. A sociedade criou a figura do pai como uma persona fria e desprovida de sentimentos mas É MENTIRA. Os pais também amam seus filhos tanto quanto as mães. Assim como um filho pode e ama a figura paterna a recíproca é tão verdadeira quanto.

Por isso eu vos digo, antes de julgar ou sequer tentar quantificar o amor que um Pai tem por seu filho, levando em consideração que “amor de mãe é maior”, lembre-se o filho é o mesmo para ambos os genitores, e é papel dos dois amá-los igualmente. Quando isso não ocorre da parte de um dos genitores isto é uma falha de caráter do indivíduo em particular e não do Pai ou da Mãe Especificamente.

A Justiça deveria desmistificar a visão de que a mulher é um sexo totalmente frágil. Existem e existiram SIM muitas injustiças contra o sexo feminino, muitas hoje superadas com muita luta e muita batalha por mulheres guerreiras geração após geração, mas não se engane FALHA DE CARATER NÃO É PRIVILÉGIO DE UM ÚNICO SEXO.

Texto Por Derek Muggiati

5 de mai. de 2014

PENSE!



Já observei muito nas redes sociais e até mesmo na mídia, várias informações não verídicas, dentro de notícias sensacionalistas e por estarem na internet, são tomadas por muitos como verdade absoluta.

Já comentei algo parecido em alguns textos anteriores que falam sobre internet, redes sociais, pessoas revoltadas usando a rede, etc. Porém eis aqui um lado muito importante dessa moeda, que muitas vezes nem EU parei para analisar antes de tecer um comentário ou discursar sobre o assunto: NEM TUDO QUE VEMOS NA MÍDIA É VERDADE.

Verdade seja dita, mais da metade das informações que são divulgadas sempre são tendenciosas, focando no lado mais apelativo da informação e logo, fazendo com que a mesma seja propagada em velocidade absurda apenas pelo fato do sensacionalismo conseguir tocar no âmago de quem absorve a noticia.

Pegando como exemplo uma noticia que saiu em um jornal aqui do Paraná (Link da Noticia), onde uma mulher, confundida por moradores como uma sequestradora de crianças, foi brutalmente espancada após ser amarrada por pessoas do litoral paulista. Uma informação postada em uma rede social, gerou indignação a população, que confundiu a mulher em questão com a pessoa que constava na foto desta postagem. Para ajudar, não há nem REGISTRO desses supostos sequestros vinculados na noticia.

Uma pessoa inocente morreu pelas mãos de pessoas que acreditavam estar fazendo justiça pelas próprias mãos, cegas pelo ódio e sem informação nenhuma sobre o que estava ocorrendo. Muito provavelmente metade das pessoas que participaram dessa barbárie, nem sabiam o porquê estavam praticando este ato. Apenas entraram no grupo gerando violência gratuita contra um desconhecido, por razões desconhecidas sem nenhuma piedade.

Até que ponto tomar como verdade algo escrito ou vinculado em qualquer lugar é totalmente verdade? Quanta informação os ignorantes da sociedade acreditam cegamente? Onde está escrito que se uma informação está na internet ou na televisão é verdade?

Pense, pesquise, DUVIDE! Vocês são mais inteligentes do que parecem, falta apenas usarem esse órgão do corpo humano chamado cérebro!

Texto Por Derek Muggiati


10 de jan. de 2014

Coisas que só a vida ensina...




Engraçado como somos forçados a repensar nossas vidas em dados momentos da mesma. Geralmente esses momentos acontecem quando nos chocamos com algum acontecimento extraordinário, seja ele benéfico ou maléfico para nós.

Hoje passei por uma das situações mais inusitadas da minha vida, e até agora sem entender o porque, apenas me dei conta de que nós como seres humanos temos facilidade para tornarmos babacas. 

Uma frase que um grande amigo meu sempre diz é "a vida é um grande saco de bosta de onde saem coisas interessantes as vezes". Essa frase sempre fez muito sentido na minha vida, visto que ela lembra uma novela mexicana de péssimo gosto, dessas que passam no SBT, porém me dei conta de algo hoje, somos nós em algum momento de nossas vidas que enchemos esse saco! Vocês já irão entender onde quero chegar.

Voltava do trabalho, em meu modo "autista" com fones de ouvido no volume máximo, pensando em chegar em casa o mais rápido possível, pensando nos problemas financeiros, organizar as contas, clientes que preciso anteder no trabalho, etc. 

Pra completar o final do dia, passear de ônibus cheio, derretendo de calor, faz com que o caminho só pareça mais longo e cansativo. Ao descer do penúltimo ônibus na plataforma, a garganta já seca somada ao calor e meu sedentarismo misturados com a frustração de ver o último ônibus que pego para o trajeto final até minha residência partindo a poucos metros de onde eu estou, me fizeram ir em direção a uma banquinha comprar algo gelado para aguentar o calor enquanto esperava o próximo ônibus dessa linha.

Já sentado em um dos bancos do terminal com a garrafa de refrigerante vazia em minha mão, sacudindo impacientemente, ao longe noto a figura de um garoto, de cerca de 6 anos de idade, brincando sozinho como as crianças dessa idade conseguem, em seu mundinho particular, girando em cima de outro banco a alguns metros de onde eu estava sentado.

Não sei se foi minha cara de frustração pelos problemas do dia a dia, se minha cara empapada de suor, ou minha camiseta vermelha que chamaram a atenção do garoto, mas em um piscar de olhos o garoto estava em minha frente, me olhando com um sorriso gentil de criança que está feliz, mesmo sem ter o porquê e me diz: "Deixa que eu jogo no lixo pra você".

Meio atônito as palavras do garoto que mal chegaram aos meus ouvidos por conta dos fones e sua música estridente que me separava do mundo dos demais a minha volta, simplesmente fiquei olhando para o garoto de pele morena, gordinho, parecendo o boneco da "michelen", que sem cerimônia alguma pegou da minha mão a garrafa vazia e um guardanapo amassado que eu segurava e levou até o lixo mais próximo.
Foda quando percebemos o quão BABACA somos. Me peguei instantaneamente vasculhando os bolsos em busca de alguma moeda, já pensando se tratar de algum garoto de rua que estava em busca de algum trocado.

O garoto voltou ao seu banco, e foi então que percebi que foi apenas um gesto de gentileza, totalmente automático, sem esperar nada em troca, fazer o bem apenas por fazer o bem.Chocado com tamanha ignorância minha, me peguei sorrindo e olhando para o garoto, que sorriu novamente e veio sentar-se ao meu lado.

Do nada o garoto começa a falar, como um daqueles velhos que encontramos em um elevador, falando sobre o calor, sobre o jogo de futebol que corria do lado de fora do terminal e apontou para o avô que o observada de longe na plataforma enquanto certamente esperando o próximo expresso.

Por burrice, falta de discernimento e certamente ainda constrangido com a situação, não perguntei o nome do garoto, nem agradeci gentilmente seu gesto anterior, apenas dei corda para sua conversa, com perguntas meio bestas como "e você gosta de jogar bola?", "também está com muito calor?".

O fato é que esses raros momentos, passam rápido e só percebemos o valor deles muito depois que eles terminam. Meu ônibus chegou e me despedi do garoto com um "prazer te conhecer" e um sorriso, o qual foi respondido a altura pelo garoto, tanto o sorriso quanto o cumprimento em sua mãozinha gordinha mas forte.

Ao sentar em meu ônibus parei e pensei.... qual foi a última vez que fiz algo para alguém, que nem ao menos conhecesse pelo simples fato de ser gentil e prestativo? Ajudar por ajudar? Esta é a pergunta que lanço para você leitor, qual foi a última vez que você ajudou um estranho com a coisa mais simples que fosse?

Fiquei constrangido quando dentro das minhas próprias lembranças tive dificuldade em lembrar do último gesto de solidariedade que tive.

Voltando ao saco, bem.... somos nós que enchemos ele de merda quando vivemos preocupações fúteis, temos atitudes egoístas e falsas, mesmo diante das pessoas que amamos. Somos nós que esquecemos de jogar algo de bom dentro do saco, e quando mais precisamos de algo que nos faça acordar na vida, enfiamos a mão la dentro e saímos com a mão suja e ainda mais frustrados. 

Espero mesmo que esse garoto cresça, com essa mesma índole, que por mais que ele nunca venha a ler esse texto, torne-se exemplo para alguma pessoa que realmente precise, assim como ele me fez pensar e lembrar que faz muito tempo em que não ajudo alguém apenas por ser outro ser humano igual a mim, com defeitos, problemas, mas ainda assim, um ser humano.

Texto por Derek Muggiati 
 

21 de nov. de 2013

"Você se apaixonou por mim assim"


Não é raro ouvir o discurso já conhecido onde um casal precisa de sinceridade e transparência para manter a cumplicidade e intimidade. Prega-se que a verdade deve ser mantida a todo custo, mesmo que ela não seja totalmente apreciada. Mas até que ponto isso é saudável e correto?

Não está escrito em lugar algum que, para alcançar a intimidade e confiança plenas, um casal precisa abrir mão de sua individualidade como ser humano.

É preciso SIM lembrar que estamos dividindo nossas vidas com outra pessoa com tantos defeitos como os nossos, mas para que essa unidade construída em um casamento/relacionamento suporte todas as intempéries da vida, precisamos nos privar dessas tempestades em nossos momentos de convívio intimo.

Nem sempre a verdade nua e crua, dita no calor da discussão sem o respeito que havia no começo antes de conhecer seu companheiro, vai ser o certo. Essa brutalidade espontânea fruto do convívio diário acaba por tornar-se comum em casais com mais tempo de caminhada, e por conseqüência, viramos especialistas em esbarrar nas sensibilidades de nossos parceiros, invadindo seu espaço e demonstrando nossa pior faceta a quem nos quer bem.

Porém deveríamos guardar justamente a nossa melhor face, a mais desprovida de defeitos e espinhos para nossa convivência íntima, para o merecedor de nossos sorrisos e gestos de  educação e etiqueta.

Conceitos como "ele já me conheceu assim" ou "ela está acostumada com meu jeito de ser", são apenas nocivos a um casal, e com o tempo afastam a única pessoa que está disposta a permanecer ao nosso lado (mesmo nos conhecendo). O Fato de escolhermos alguém para trilhar uma vida juntos, não nos da direito de desconfigurar a cumplicidade necessária para esta caminhada tortuosa.

Os problemas serão enfrentados na vida de todos, mas criar mais problemas dentro do seu refúgio, só trará consigo todas as situações humilhantes e vexatórias que nossos companheiros saborearão atravessados em nome do "amor".

Para aqueles que dizem que o amor suporta pessoas intransigentes e sem postura, digo apenas que o amor precisa de manutenção. Ele acaba, sofre, enfraquece, míngua e desaparece sim, mas nem por isso ele deixou de ser "amor" em algum momento de sua existência. Um sentimento pode sim ser verdadeiro e intenso, mas ele só continuará existindo diante do nosso comprometimento em mantê-lo, alimentá-lo, cultivá-lo aos olhos de quem amamos.

Esqueçam as implicâncias sem sentido, as reclamações vazias e as atitudes mimadas. Presenteie quem você ama com o sorriso mais largo, com o abraço mais caloroso, com o carinho mais gentil e o beijo mais quente. Ofereça o maior pedaço da sua torta favorita, o último gole da garrafa de Coca-Cola. Guarde sempre em suas lembranças os gestos que você tinha quando conheceu a pessoa amada e pratique isso sempre sem moderação.

Texto Por Derek Muggiati

4 de nov. de 2013

Dos Bancos



Infelizmente, na primeira nobre verdade dita por Buda, ele nos ensina que toda a vida se encontra impregnada de sofrimento, e ele estava coberto de razão, diga-se de passagem. A vida é um constante sofrimento. A longa jornada nos estudos, a dificuldade de conquista de um emprego digno, a obrigação de acordar cedo todos os dias de trabalho e estudo. As contas a se pagar, o amor muitas vezes não correspondido. Tudo isso é sofrimento, é desgaste, porém, não existe sofrimento maior, creio eu, que ter que resolver algum trâmite, por menor que seja, em uma agência bancária.

Eis que hoje, me reencontro com algo que me faz perder o pouco de paciência que me resta, o banco. A primeira cena deprimente que vejo ao me aproximar da agência, é a de uma imensa fila, que se estende até o limite interno da ante sala onde ficam os caixas eletrônicos. Entrar em uma agência bancária, já é um suplício por si só. Sempre existe a "Dona Cotinha" que não entende que objetos de metal travam a porta giratória, e fica meia hora tentando passar com seu guarda chuva dentro da bolsa, e insistindo que não está carregando nada metálico. 

Vencida a primeira parte, você finalmente consegue adentrar ao recinto fechado hermeticamente com o maravilhoso ar condicionado de validade duvidosa, que ataca a rinite até da sua 5ª geração, e então se depara com dezenas de pessoas, aguardando pacientemente ou não, sua vez de poder inserir seu minúsculo e frágil cartão em uma daquelas máquinas, pra tirar o suado ordenado do mês, afim de pagar suas contas. De fato, ficar meia hora ou mais aguardando sua vez não é uma experiência boa, é um sofrimento, mas não terão que discutir com ninguém para retirar seu dinheiro, só terão que digitar suas senhas e pronto, problema resolvido (isso quando as maquinas não entram em manutenção justamente na hora em que você esta utilizando).

A parte mais irritante desse labirinto que é a agência bancária são os funcionários. A desmotivação dos próprios colaboradores da agência, por não gostarem do que fazem, ou apenas por não terem vontade de fazer nada, razão pela qual, procuraram um concurso público para uma agência bancária. Não possuem grandes pretensões, apenas um emprego ‘estável’, um ordenado ao fim do mês que o sustente,  sem desafios ou grandes chances de galgar uma carreira. Costumeiramente tratam os clientes mal por não se identificarem na função que exercem, como se o cliente fosse o culpado por sua ocupação ou falta de competência. O cliente odeia aquilo tanto quanto o funcionário, pois não é nenhum pouco agradável permanecer tanto tempo aguardando atendimento mesmo que sentado, e ser recepcionado por alguém sem a mínima vontade de resolver seu problema.

Certo dia fui solicitar um novo cartão de crédito/débito, pois o meu estava desgastado, e mais cedo ou mais tarde, eu não conseguiria realizar mais nenhuma transação.

Todos nós sabemos que qualquer serviço disponibilizado pelo banco será cobrado do cliente. Até aí tudo bem, afinal, estou solicitando um novo cartão e o valor para o mesmo era irrisório. Contudo, eis que durante a solicitação, o atendente do caixa me solicita o cartão antigo, que não estava em péssimo estado, apenas estava com problemas de leitura, e me fala "Esse cartão vence daqui a três anos e já está assim?!" com um tom de raiva, já me sugerindo outras formas de pagamento que não fossem utilizando o cartão, como se ele estivesse fazendo um favor em realizar a solicitação de um novo cartão. Como se fosse ELE a pagar pela requisição.

Eu utilizo com frequência o meu cartão, e acima de tudo, eu pago por ele, então eu posso solicitar a reposição do cartão quantas vezes eu quiser, no momento que eu quiser. Atendente de banco nenhum tem direito de mudar isso, pois é um direito meu. Não sei se aquele pobre atendente estava de mal com o trabalho, se estava com problemas pessoais, ou ainda, se alguém tinha discutido com ele e ele resolveu revidar em mim. Sei apenas que não pretendo voltar a uma agência bancária nem tão cedo.

Infelizmente o problema não reside apenas na solicitação de um simples cartão, ela passa pelo extrato escrito em um dialeto de fora do planeta terra, o péssimo atendimento dos funcionários, o horário de funcionamento que é incompatível com o horário de qualquer trabalhador, o teleatendimento medíocre existente também nos bancos, taxas abusivas questionadas sempre pelo consumidor que, lesado não tem como fugir de impostos comuns a todos os bancos, e uma outra infinidade de questões que nos tiram do sério e nos deixam preso a utilizar este mal necessário que são as instituições bancárias do nosso pais.

Texto por Thiago Adelino

31 de out. de 2013

Especialistas de Porra Nenhuma!

Não é raro ver pessoas sem noção alguma do que estão falando (algumas até sem noção de qualquer outra coisa também), discursando sobre qualquer coisa apenas pelo simples fato de aparecer mais diante da multidão.

A internet está cheia destes camaradas (olha eu me denunciando aqui hahahah!), discutindo, ofendendo e esperando o momento certo de colocar em prática seu conhecimento não adquirido sobre qualquer coisa.

Sempre contra qualquer coisa, utilizam argumentos fracos e sem embasamento algum. Quando perdem qualquer discussão estas malas pessoas terminam com o grande argumento de que "a internet é livre para qualquer um expressar sua opinião".

Venhamos e convenhamos, a internet de dá a liberdade de expressar sua opinião, mas não te da o direito de ser um babaca sem noção.

Cansei (sério, cansei mesmo!!) de discutir este assunto no blog, mas é incrível como até em alguns comentários aqui, sempre surgem pessoas com o único propósito de aparecer mais do que você.

Procuro sempre me basear em algum texto, algum tema polêmico, leio sobre o assunto antes de escrever  e dou minha opinião, mas isso não significa que qualquer texto aqui sirva de pauta para vida de alguém e muito menos que eu como escritor medíocre tenha alguma razão a mais sobre qualquer tema.

Infelizmente até aqui isso é confundido e não é de hoje que alguns comentários não são nem aprovados por conta de tanta babaquice que escrevem.

O mais interessante ainda, é que estes Especialistas de Porra Nenhuma, não se dão nem ao trabalho de criar alguma mídia para expor suas idéias ou fazer algo que seja melhor do que eu faço. Ao contrario disso, apenas criticam sem ter nenhuma iniciativa para fazer algo melhor, sem conhecimento algum e sem respeito.

Como é comum ver em outros blogs, videos no youbube, matérias de jornais on-line, etc., comentários retardados como: "este vídeo é uma m$%@", "que lixo de texto", "que matéria ridícula", "não gostei", "ta horrivel", e por ai vai.

O mais incrível é que você não vê praticamente NENHUM argumento válido nas críticas feitas por esse bando de imbecis.


É o preço que se paga por querer expor uma ideia ou uma opinião. Ninguém é obrigado a concordar comigo, mas se você quer expressar sua opinião contrária, tenha argumentos, tenha fatos, saiba conversar e principalmente tenha RESPEITO pelo trabalho de qualquer um, pois ele teve a capacidade e a ousadia de fazer algo que você não tem culhões pra fazer: Dar a cara a Tapa sobre o que pensa!

Texto Por Derek Muggiati